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“O problema do Brasil não se resolve com arma, se resolve com livro, com escola”, enfatiza Lula em entrevista a BBC News

Em entrevista ao canal britânico exibida nesta sexta (10), ex-presidente mostrou para Bolsonaro como fez com que os “brasileiros passassem a gostar de si mesmos”

Por Redação Portal Tribunna

Com Agência PT de Notícias/BBC Brasil

Duas semanas após conceder a primeira entrevista desde que está mantido como preso político, Lulavolta ao centro do debate político no Brasil e no mundo. Desta vez com a exibição ocorrida nesta sexta-feira (10) do programa gravado pelo canal britânico BBC com o ex-presidente – o especial, concebido a partir de conversas com o jornalista Kennedy Alencar, seria transmitido anteriormente pela Rede TV!, que desistiu de última hora por razões ainda não esclarecidas.

Com a habilidade de sempre, Lula mais uma vez desconstruiu ponto a ponto a narrativa que tenta lhe atribuir crimes que jamais cometeu, voltou a desafiar Sérgio Moro a apresentar uma única prova sequer contra ele e se mostrou perplexo diante dos cada vez mais frequentes desastres provocados durante o desgoverno Bolsonaro, que declarou guerra à educação pública do país na tentativa de apagar o imenso legado deixado à categoria durante os governos do PT.

“Bolsonaro defende um estado policialesco, um estado armado.  Você não vê cidadão (que defende o atual mandatário da República) fazer um gesto que não seja o de atirar. O problema do Brasil não se resolve com arma, se resolve com livro, com escola”, enfatiza.

Para ilustrar seu argumento, Lula recorreu aos surpreendes números deixados pelos governos petistas à educação pública do país: foram 18 novas universidades federais e 173 campus universitários e quase o dobro de alunos em graduação (de 2003 a 2014, saltou de 505 mil para 932 mil estudantes.

Investir em educação, aliás, foi uma das dicas dadas pelo ex-presidente ao despreparado Jair Bolsonaro, que está mais preocupado “em correr atrás do filho pra apagar incêndio todo dia” – referência aos escândalos gerados pela interferência da família nos assuntos do governo. “Se o brasil quiser ser respeitado, tem que cuidar de si mesmo. não é com discurso, é com prática. Ao invés de falar bobagem, ele devia terminar o mandato fazendo mais que universidade, colocando mais crianças na escola, construir mais casas…”.

Sobre os desdobramentos jurídicos que o levaram ao cárcere político já denunciado em demasia por órgãos e magistrados do mundo todo, Lula desafia: “Mostrem uma única prova contra mim! Moro nasceu pra se esconder atrás de uma toga. Agora ele tem que se expor a debate.  Eu adoraria sair daqui e fazer debate com o Moro sobre os crimes que ele diz que eu cometi”.

 

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