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“Gilmar precisa descer do salto; ele está legislando para um gueto”, disse a vereadora Maria Elena ao responder críticas do colega da oposição, após ele registrar a ausência dos vereadores na audiência pública sobre cultura

Gilmar rebateu e frisou que convidou pessoalmente todos os colegas e diz não ter culpa se a Casa não envolveu os parlamentares na discussão. O vereador também lamentou a forma "preconceituosa" como Maria Elena se referiu aos artistas presentes na discussão.

A vereadora Maria Elena de Alencar que integra a bancada do governo na Câmara de Vereadores de Petrolina, sertão pernambucano, ‘pegou ar” após ouvir do colega da oposição, vereador professor Gilmar Santos, PT, um registro pela ausência dos vereadores petrolinenses na audiência pública sobre cultura, promovida por ele e seu Mandato Coletivo na segunda, 2, no espaço Ceu das Águas, bairro Rio Corrente, zona oeste da cidade.

Ao ouvir a fala do colega, a vereadora Maria Elena ficou extremamente incomodada. Justo ela que tem em sua história de vida pública, a defesa da cultura, tendo sido Secretária da pasta no começo do atual governo municipal. Ela disparou, lembrando ao colega de oposição que a defesa da bandeira da cultura não nasceu com Gilmar quando ele foi eleito. Em entrevista à imprensa, Maria Elena deu declarações ainda mais duras.

“Essas são pautas que independente do mandato desse vereador, são pautas pertinentes, afirmativas que sempre defendi e não só eu. É muito egoísmo do vereador Gilmar, achar que as políticas de direitos humanos, as políticas da cultura, e outras políticas inclusivas aqui em Petrolina, que existem a partir do mandato dele. É muita presunção, inclusive, não só dele, como da equipe que serve a ele que não o instrui e não o orienta, devidamente”, declarou Maria Elena.

A vereadora frisou que Gilmar Santos não teria tido nem a elegância de convidar os colegas vereadores.

“São temas que eu e outros tínhamos bastante interesse, mas ele solta a arapuca para que outros vereadores faltem e depois ele vem e faz esse discursozinho. Recebi várias informações. Era um gueto que tinha lá, só uma companhia de teatro, exatamente o gueto que o protege. Eu acho que quando você faz audiência pública, você tem que trazer o contraditório”, afirmou Maria Elena.

“Gilmar precisa sair desse salto, porque ele está legislando para um gueto”, acrescentou Maria Elena chamando a atitude do colega, de política baixa e rasteira.

“Lá só tinha a Companhia Biruta e muitos banners do PT, me enviaram essas informações Se era para ser assim, então deixassem os outros levarem as suas bandeiras. Isso é querer desqualificar um poder legislativo, me poupe Gilmar”, disparou a vereadora Maria Elena.

Gilmar, na tribuna dia 26 de novembro, data que alega ter convidado todos os vereadores e vereadoras para a audiência pública (Foto: Jean Brito)

O OUTRO LADO

Em nota, o vereador Gilmar Santos reiterou que convidou todos os vereadores e vereadoras pessoalmente, durante a sessão da terça-feira, dia 26. Segundo o petista, a princípio a audiência pública seria dia 29, mas foi alterada para o dia 2 de dezembro.

“A Casa é responsável por esse lembrete aos vereadores. Se houve falha nesse sentido é preciso cobrar dos responsáveis. Toda audiência que ocorre na Câmara, quem comunica internamente sobre a sua realização é a Câmara, não o proponente de forma isolada. No mais, a vereadora Maria Elena teve grande oportunidade de fazer alguma coisa pelo seguimento de cultura enquanto foi Secretária. Estimulamos sua gestão apresentando propostas e elevando o orçamento da área. Nem assim conseguiu fazer algo significativo”, rebateu Gilmar, frisando que não só convidou o representante da Prefeitura como obteve a autorização para realizar a audiência no Ceu das Águas da própria pasta.

“Sobre o secretário (executivo de Cultura) Cássio Lucena, lamentamos demais a sua ausência. Ele não apenas foi convidado como autorizou o uso do espaço para a realização do evento. É um servidor municipal que, no mínimo, deveria ter ido ouvir os artistas e cidadãos em geral sobre uma pauta tão importante e levar essas demandas para o executivo municipal. No mais, fizemos uma grande audiência, com denúncias, reivindicações e propostas importantes para a democratização do direito à cultura”, disse.

O vereador Gilmar Santos também negou que só quem esteve na audiência de artista foi a Companhia Biruta de Teatro. “Tivemos a participação de artistas das mais diversas áreas e linguagens, professores, estudantes, comunitários, profissionais da imprensa, provando que a cultura não é um gueto como a vereadora teima em usar, por sinal é uma fala preconceituosa. Faremos relatório e apresentaremos à gestão municipal, à Câmara e à sociedade”, finalizou o vereador.

 

 

 

Por Cinara Marques

Por Notícias do Parlamento

redacaotribunadoestado@gmail.com

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