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Vereadora Maria Elena reúne autoridades e presidente da associação da Areia Branca para discutir organização e segurança de eventos no bairro

A vereadora foi provocada por moradores que ficaram receosos após atos de violência ocorridos no dia da final do Mundial de Clubes na Avenida São Francisco.

Provocada por parte da população do bairro Areia Branca, a vereadora Maria Elena de Alencar, PRTB, reuniu representantes da Câmara Municipal, ela estando à frente; do Conselho Tutelar, da Prefeitura Municipal por meio da AMMA (Agência Municipal do Meio Ambiente); Ordem Pública, Secretária da Mulher, Conselho da Mulher, Guarda Municipal, Associação de Moradores da Areia Branca, na pessoa do presidente Wata Lima.

O encontro teve ainda a presença de outros representantes do bairro que discutiram junto com os demais órgãos, os problemas que ocorreram no dia da final do Mundial de Clubes quando jogaram Flamengo x Liverpool. De acordo com relatos da comunidade à vereadora, foram notadas várias ocorrências provocadas pelo excessos e falta de policiamento.

Na reunião, o objetivo foi encaminhar soluções para que eventos na Avenida São Francisco tenham segurança para quem está ou não na festa. A São Francisco, a principal via do bairro, por ocasião do jogo, recebeu um grande número de pessoas, a maioria adolescente e jovens, muitos pré adolescentes que com ou sem a vitória do Flamengo, resolveram fazer a ‘festa’ na avenida em frente aos barzinhos, petiscarias, lanchonetes, quiosques e demais estabelecimentos que sempre movimentaram e movimentam a Avenida São Francisco há muitos anos, uma tradição do bairro.

“Só que exageraram com bebedeiras, brigas e todo tipo de arruaças e vandalismo”, argumentou a vereadora.

Ela contou que esses eventos sem a devida organização, segurança e o policiamento devido, vêm deixando os moradores que residem próximos à avenida ou em ruas adjacentes, revoltados, devido a falta de atenção das autoridades nesses momentos do bairro que sempre teve essa característica.

“Eles se queixam da insegurança que ficam expostos, inclusive sem poder circular com veículos, devido à Avenida São Francisco ficar totalmente tomada de gente até na frente das casas que ficam próximas ao local. Quando algum morador mais corajoso insiste em passar pela aglomeração, tem a lataria do carro arranhada, conforme aconteceu com duas pessoas que passaram por esse aperto. Uma delas foi à delegacia fazer o BO, Boletim de Ocorrência”, relatou Maria Elena.

Além de serem festas improvisadas, continua a vereadora, esses eventos são  promovidos sem nenhum responsável aparente.

“Isso dificulta a ação dos órgãos de segurança e de controle. Esses encontros de jovens são alimentados, em muitos casos, pelo comércio ilegal de bebidas alcoólicas vendidas a menores, e pior, em material inadequado , como garrafas de vidro que termina sendo uma arma perigosa nas mãos desses jovens”, constatou a parlamentar.

Maria Elena conta que são festas improvisadas, com paredões de som em volume bem alto e com a execução de músicas inadequadas, depreciativas a mulher e às minorias.

“Exatamente o que vimos acontecer nessa última concentração, depois do jogo do Flamengo. Imagine se o time tivesse ganhado?, questionou.

ENCAMINHAMENTOS

Na reunião, a vereadora Maria Elena solicitou aos órgãos de segurança como a Polícia Militar, e de controle urbano como a Ordem Pública Municipal e Guarda Civil de Petrolina, maior rigor na fiscalização da legislação que regulamenta essas atividades festivas em espaços públicos e maior presença das polícias que fazem o trabalho repressivo.

“Tanto para os que comercializam produtos de teor alcoólico para menores, como para os agressores que veem para a avenida pra tirar a paz das pessoas que estão ali só no intuito de se divertirem. Esperamos que providências seja tomadas urgentemente, para que a nossa Avenida São Francisco volte a ser palco de grandes concentrações de pessoas de todas as idades que desejam se divertir com alegria e com segurança, longe desse ambiente de horror que um gueto de desavisados querem transformar”, destacou Maria Elena.

Outra definição é que todos voltarão a se reunir no começo do ano, antes dos entendimentos para a festa de Carnaval, justamente para que as obrigações de cada ente seja cumprida de forma a contribuir com a tradição turística e festiva da Areia Branca.

O bairro recebe gente de todo canto do Brasil e de outros países e precisa de um olhar diferenciado por parte das autoridade, se possível com policiamento constante e permanente, com ou sem festas, já que a Avenida São Francisco, a principal, e outras como a Avenida Paraíba e do Cajueiro, conta com vários estabelecimentos de entretenimento e lazer, sem falar no internacional Bodódromo.

Com Cinara Marques

Redação Portal Tribunna

redacaotribunadoestado@gmail.com

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