Política

Julio Lóssio critica Miguel Coelho por liberar feiras livres em Petrolina/PE

"Se for para errar, prefiro errar para o lado certo", afirmou o ex-prefeito de Petrolina em nota postada na imprensa e em suas redes sociais

Em nota enviada ao Blog do Magno e postada em suas redes sociais, o ex-prefeito de Petrolina-PE, no sertão do São Francisco, o médico Julio Lóssio criticou a liberação das feiras livres da cidade.

As feiras foram liberadas para funcionarem, no novo decreto da quarentena anunciado nesta segunda-feira, 30,pelo prefeito Miguel Coelho, MDB. No documento, Miguel autorizou a volta das feiras, mediante restrições de público e fiscalização da Prefeitura.

O novo decreto prorroga até 15 de abril o isolamento social o que deixa sem atividades públicas, comércio, escolas, universidades e shopping, além de serviços como mototaxi.

Mesmo assim, Lóssio não viu como prudente por parte do gestor petrolinense, a liberação das feiras, visto que as esses são espaços de grande aglomeração. Para Lóssio, ao autorizar o funcionamento das feiras, o prefeito vai de encontro ao que defende o Ministério da Saúde e demais órgão sanitários de que o somente o isolamento social é o meio de deixar longe e retardar o avanço do coronavírus.

“Se é para errar, quero errar para o lado certo!”, registrou em sua nota.

Confira o post de Julio Lóssio:

“Nos últimos dias, temos visto um duelo entre a epidemiologia e a economia. Parte da população, dentre as quais o presidente Bolsonaro, defendendo o fim do isolamento horizontal, em que todos devem ficar ao máximo em casa, salvo as exceções.

Outra defendendo a manutenção das regras de isolamento, em detrimento da economia.

Ambas as partes, evidentemente, acreditam estar agindo de maneira correta. Contudo, ambas podem estar erradas. E aí, quais as consequências desse erro?

Com o isolamento horizontal esperamos observar um achatamento da curva de contaminação, com a possibilidade dos nossos hospitais atenderem grande parte da população, evitando muitas mortes. A economia, por sua vez, enfrentará uma forte recessão, com o governo sendo obrigado a fazer uso de suas reservas e até mesmo aumentar o déficit primário para proteger os desempregados e trabalhadores informais. Além, claro, de fomentar as empresas que enfrentaram sérias dificuldades. 

No entanto, caso decidamos por afrouxar as regras do isolamento, observaremos as pessoas voltando a circular livremente e a economia começar a se movimentar. Contudo, a grande circulação de pessoas fará com que a epidemia tome proporções gigantescas e, apesar da “baixa” taxa de mortalidade do vírus, um grande aumento  do número de infectados trará como consequência uma falência do sistema de saúde e um grande número de mortes, sobretudo do chamado grupo de risco. Morrerão país, mães, avós, avôs…

Em que cenário você prefere viver?

No da crise econômica? Ou no segundo, quando poderá ter que se afastar em definitivo e para sempre de seus pais, seus avós, ou até mesmo de seus filhos, se no último caso a vítima for você?

O mais curioso de toda essa situação é que nas grandes guerras, nas grandes crises econômicas, nas grandes catástrofes ambientais… as decisões mais impactantes são tomadas por poucas pessoas: os chamados líderes mundiais.

Agora, de maneira paradoxal, naquele que  tende a ser o maior ataque que a civilização moderna já enfrentou, cada um de nós, mesmo o mais simples dos homens, tem o poder de decidir e contribuir com o mundo que quer amanhã.

Faça sua escolha., 

Julio Lóssio

*Ex-prefeito de Petrolina”

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