Política

Vereador Gilmar Santos propõe que medidas do prefeito Miguel Coelho reforce o olhar social junto ao do cuidado com a saúde dos petrolinenses

Oposicionista chama a atenção do prefeito para que a crise da pandemia do coronavírus não fique ainda mais grave, atrelada a uma crise social no principal município do sertão pernambucano.

#PandemiaCovid19 – Por Cinara Marques

 

Em nota, o vereador Professor Gilmar Santos, PT, da bancada da oposição ao governo municipal, junto ao seu Mandato Coletivo, expressou solidariedade à população de Petrolina-PE (sertão) que se encontra apreensiva ou prejudicada por conta da crise ocasionada com o novo coronavírus (COVID-19).

Gilmar reconheceu todos os esforços feitos pelos profissionais de saúde do município, Estado e do governo federal para o controle da doença, mas frisou que essa crise planetária não é só de saúde e sugeriu medidas que atenuem os efeitos sociais de restrições duras anunciadas por Miguel ao longo desses últimos dias, atendendo protocolo do Ministério da Saúde e decretos estaduais.

“Chamamos a atenção desses mesmos governos de que esse problema não é apenas de saúde pública, já é um grave problema social e econômico para a nossa população, principalmente para os mais pobres, os desassistidos, os trabalhadores temporários, diaristas, informais.  Ou seja, como os mais pobres e vulneráveis ficarão isolados, sem renda, sem alimento?questionou o petista.

Gilmar sugeriu que além do que o governo municipal se comprometeu, de distribuir para cada estudante das escolas públicas uma cesta básica por semana que sejam reforçadas ações dos Centros de Referência Social (CRAS), com contratação de novos servidores, para disponibilizarem feiras a outras famílias que passam por vulnerabilidade social e não têm criança em idade escolar;

Ainda propôs que eos recursos do fundo municipal de habitação sejam elevados de R$ 30 mil para R$ 1 milhão de reais a fim de garantir aluguéis sociais e auxílio-moradia a quem não tem onde morar. Gilmar assinalou ainda que existem mais de R$ 3 milhões em dívida de hospitais e clínicas particulares junto ao município.

“Que essa dívida seja revertidos em serviços imediatos à nossa população que não dispõe de plano de saúde, caso a doença se alastre”. Já que o prefeito anunciou o fechamento de feiras, o vereador orientou que os feirantes recebam auxílio municipal para garantir a entrega dos seus produtos de forma domiciliar e segura, “evitando que mais pessoas passem fome e os nossos pequenos comerciantes tenham mais prejuízos”.

“Outra medida é que o prefeito Miguel Coelho interceda junto ao deputado Fernando Filho, ao senador Fernando Bezerra Coelho e demais forças políticas para pressionarem o governo Bolsonaro sobre a revogação da Emenda 95/2016 – que congela recursos da saúde e de diversas áreas sociais – pois somente assim os municípios terão mais recursos para auxiliar a nossa população diante de crise tão profunda”, pontou Gilmar Santos.

“Acompanhei a transmissão ao vivo do Prefeito Miguel Coelho pela internet no dia de ontem, 18, e senti falta de um maior aprofundamento dele sobre esses aspectos. Lembramos que o Orçamento Municipal tem previsão de R$ 948 milhões para esse ano. Mais de 300 milhões podem ser remanejados pelo gestor sem necessitar de autorização da Câmara. Esperamos que diante de situação tão crítica o Senhor Prefeito construa um bom plano para que o nosso povo pobre, já tão sofrido, não seja ainda mais sacrificado”, concluiu o vereador que está gripado e cumprindo isolamento, fazendo sua parte para o controle da doença, mas atento e à disposição da população pelos canais de comunicação que ele dispõe, telefone e suas redes sociais.

“Reforço as orientações já tão divulgadas nos meios de comunicação: fiquem em casa! Protejam-se!  Protejam a todos e todas!  A melhor forma de sairmos bem dessa é através da solidariedade”, orientou. (Com ASCOM)

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