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Montadoras lançam promoções para amenizar os prejuízos do setor; analistas avaliam

Por Autonews

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As principais montadoras que atuam no Brasil resolveram se mexer com a falta de perspectiva do término da crise do novo coronavírus. Com a primeira parcela postergada para 60, 90, 120 dias ou início de 2021, ou até mesmo descontos de quase R$ 5.000, algumas de R$ 8.000 a R$ 10 mil, o setor tenta driblar o tombo que sofreu com a queda de vendas de abril.

Entretanto, apesar de tentadoras, as ofertas podem não ser um bom negócio, como afirma o professor de finanças da FGV EAESP, Fabio Gallo.

“Dá para aproveitar comprar um carro nessa época? Sim, mas com algumas condições muito objetivas. Primeiro: você já ter decidido isso antes da pandemia”, afirma.

Além disso, Fabio ainda menciona que as perspectivas para a melhora da economia são incertas, o que pode comprometer o orçamento das famílias, não só durante, mas após a pandemia. “Você precisa ter um orçamento muito claro para isso’”. O professor de finanças comenta uma técnica para essa situação.

“A pergunta não deve ser ‘vale a pena?’ a pergunta é ‘eu devo fazer isso?’ Frente ao consumo, você sempre deve se perguntar: eu preciso disso ou eu quero isso?”, conclui.

Para o professor de finanças da FEA, Rafael Paschoarelli, é um bom momento para quem pode comprar.

“Pra quem precisa do carro agora e pode ficar longe do dinheiro, a hora é agora, porque o mercado está totalmente desaquecidoQuem tem a faca e o queijo na mão é o comprador”, ensina.

Mas, novamente, Rafael afirma que as condições são para quem tem o dinheiro em mãos e não aconselha se comprometer com as parcelas. Assim como Fabio, ele também acredita que as incertezas, tanto com economia, quanto com emprego, são condições desfavoráveis para se comprometer com parcelas de 24 ou 36 meses.

DICAS DOS ESPECIALISTAS

Apesar das promoções, Rafael lembra que sempre é preciso pesquisar em várias concessionárias, negociar com o vendedor e fazer pesquisas. Além disso, ele põe em foco as condições de pagamento a juro zero.

Não existe financiamento sem juros. Os bancos de montadora pagam muito caro para pegar dinheiro do mercado, e está tudo embutido no preço do carro”.

E para quem pensar em comprar o carro e aproveitar o momento para dirigir por aplicativo, deve levar em consideração o local em que está. Em São Paulo, por exemplo, com o rodízio de placas, o motorista só pode rodar em metade dos dias no mês.

Para Rafael, ao invés do financiamento, buscar uma locação de carro pode ser uma situação mais segura. “A vantagem é que muitas vezes ele não se compromete com um financiamento muito grande. Deu uma zebra qualquer, ele vai lá e devolve o carro”.

Segundo ambos, esse segmento de motoristas por aplicativo já está saturado e, devido a pandemia, as incertezas de higiene podem reduzir ainda mais a demanda.

(Com Revista Auto Esporte)

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