Bastidor (Cinara Marques)ColunasPolítica

Revolta: Jornalista sintetiza bem a forma humilhante que o Governo Federal encontrou para que o povo pudesse ter direito ao auxilio emergencial, o tal ‘coronavoucher’  

Desabafo da jornalista Sônia Lopes, radicada no Recife, feito em suas redes sociais, faz jus a tudo que está ocorrendo com o povo que enfrenta uma verdadeira via-crúcis para receber um auxílio que era para proteger as pessoas, mas o efeito vem sendo o oposto.

BASTIDOR por Cinara Marques

 

A jornalista Sônia Lopes, radicada no Recife/PE e uma amiga querida, na verdade a considero como uma mestra na minha carreira profissional (tenho ela e outros dois mestres, amigos que foram importantes na minha profissão como jornalista que tenho como missão de vida), usou suas redes sociais para retratar bem a humilhação que as pessoas vêm passando para receber o tão necessário auxílio emergencial instituído pelo Governo Federal, o tal do ‘coronavoucher’.

Confira a revolta da jornalista com essa situação onde o povo se aglomera em frente às agências da Caixa Econômica Federal e coloca em risco a própria vida, num momento difícil para todos em detrimento de uma pandemia de um vírus que não tem remédio nem vacina, ainda:

Leiam:

“É humilhante . É inaceitável. É perverso. Dói ver o quadro em frente das agências bancárias. Há de existir medidas que facilitem a entrega da ajuda aos que se aglomeram em busca dos 600 reais. Está tudo errado. Da forma que vem sendo feito é tirar de casa e colocar essa parcela da população em risco de contaminação. Como fazer? Como deixar os beneficiados protegidos? Eis a questão. Deve ter um jeito. Vi que Petrolina está organizando as filas, com distanciamento e ordem. Não falta visão. Falta iniciativa. É preciso lembrar as empresas, instituições bancárias, serviços públicos…..Nem todo ser humano sabe lidar com a internet, idosos enfrentam dificuldades de conhecimento em usarem senhas, acessarem os serviços on line. Ligar para falar com gerentes e responsáveis é uma saga e sabemos . Ter consciência disso antes de lançarem planos e ações mirabolantes e oferecem opções decentes aos que precisam me parece essencial, oportuno e inteligente. No momento tudo é emergencial e urgente . A fome não espera uma senha que dura apenas quatro horas ou a rede que cai e não deixa a operação prosseguir. Tirem gente daqui, dali, da caixa prego. Mas atendam com dignidade quem deposita esperança nessa ajuda. Não basta campanhas publicitárias “ vem pra caixa ….” , quando o que aparece na telinha difere do que se oferece. O que importa é a vida real.”

 

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